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Defensoria Pública ingressa com ação civil pública e pede alteração do nome da Av. Fernandes Lima

Defensoria Pública ingressa com ação civil pública e pede alteração do nome da Av. Fernandes Lima

Mais de um século após um dos episódios mais violentos de intolerância religiosa no Brasil, a Quebra de Xangô ainda permanece no cotidiano de Maceió por meio de homenagens públicas a pessoas associadas ao ato. Com o objetivo de preservar a memória histórica e promover a reparação dos danos causados, a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) ingressou, nesta quinta-feira (19), com ação civil pública contra o Município de Maceió, requerendo que o ente público retire, após o encerramento do processo judicial, o nome de Fernandes Lima de todos os logradouros públicos da capital.

A ação foi protocolada pelo coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, defensor público Othoniel Pinheiro, após uma série de reuniões e a realização de audiência pública sobre o tema. A iniciativa também considera documentos históricos, reportagens, pesquisas e ofícios de órgãos públicos que apontam a participação de Fernandes Lima na Quebra de Xangô, além de indicarem a necessidade de reparação histórica.

Na ação, a Instituição sustenta que a Quebra de Xangô representou um grave episódio de racismo e intolerância religiosa, marcado pela destruição de espaços sagrados, agressões e perseguições, em um contexto de omissão e conivência estatal, cujos efeitos persistem até hoje. Para a Defensoria, a manutenção do nome de Fernandes Lima, apontado como um dos principais responsáveis pelo ato, em logradouros públicos, especialmente em uma das principais avenidas da capital, configura a exaltação de uma figura associada à violência e ao racismo, além de violar os direitos à memória, à verdade e à igualdade racial.

Além da retirada do nome, a Defensoria Pública também requer a condenação do Município ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, em razão da manutenção de homenagens consideradas incompatíveis com os direitos humanos.

“Com a iniciativa, a Defensoria Pública busca mais do que a alteração de nomes em espaços públicos, propondo uma medida de reparação histórica que reconheça as violações do passado, contribua para a construção de uma memória mais justa e reafirme o compromisso com os direitos da população negra e das religiões de matriz africana”, destacou o defensor público Othoniel Pinheiro.

A ação contou com o apoio da Fundação Cultural Palmares do Governo Federal, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Ufal, da Secretaria Estadual de Direitos Humanos de Alagoas, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Uneal, do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Ufal, do Centro de Pesquisas Jurídicas e de Estratégias Públicas e Privadas Antidiscriminação da Universidade Federal de Sergipe, da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Maceió, bem como de dezenas de movimentos ligados a religiões de matrizes africanas.

Arapiraca: Defensoria realiza audiência pública sobre acesso ao PEI para autistas e demais neuroatípicos

Arapiraca: Defensoria realiza audiência pública sobre acesso ao PEI para autistas e demais neuroatípicos

O Plano Educacional Individualizado (PEI) é um documento pedagógico essencial e personalizado para estudantes com deficiência, autismo ou altas habilidades.

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) realizará, nesta sexta-feira (20), uma audiência pública para debater o acesso ao Plano Educacional Individualizado (PEI), instrumento fundamental para garantir a inclusão e o desenvolvimento educacional de estudantes autistas e demais neuroatípicos. A iniciativa foi proposta pela defensora pública Brígida Barbosa e tem como objetivo assegurar o direito dessa população ao PEI.

A audiência acontecerá a partir das 9h, no auditório da subsede da Defensoria Pública no município de Arapiraca, localizado na Rua Samaritana, no bairro Santa Edwiges. O encontro deve reunir representantes da comunidade escolar, psicopedagogos, psicólogos, cuidadores e assistentes sociais para discutir desafios e caminhos para assegurar a efetiva aplicação do plano nas instituições de ensino da cidade.

O Plano Educacional Individualizado é um documento pedagógico estratégico e personalizado, elaborado para atender alunos com deficiência, Transtorno do Espectro Autista ou altas habilidades. O documento estabelece metas, estratégias de ensino e formas de acompanhamento adequadas às necessidades de cada estudante, com o objetivo de garantir sua inclusão e aprendizagem no ambiente escolar.

Audiência pública discute soluções para desabastecimento de água em Minador do Negrão

Audiência pública discute soluções para desabastecimento de água em Minador do Negrão

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), em parceria com a Câmara de Vereadores de Minador do Negrão, promoveu, na última semana, uma audiência pública para discutir o constante desabastecimento de água que afeta moradores do município há vários anos. O encontro, proposto pelo defensor público Wladmir Aued, reuniu representantes da população, autoridades locais e técnicos da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), que apresentaram explicações sobre os problemas enfrentados no sistema de abastecimento da região.

De acordo com o defensor público, a audiência representou um passo importante para buscar soluções conjuntas. “Ficamos felizes com a presença da população e dos técnicos da Casal, que deram explicações sobre o que está acontecendo. Mais ainda, vimos que é possível chegar a soluções que atendam essa demanda da população, para que o volume de água seja suficiente para suprir a necessidade dos moradores.”, destacou Aued.

Durante a audiência, os técnicos da Casal se comprometeram a adotar medidas para melhorar o sistema de abastecimento. Entre as ações anunciadas estão a operação de novos equipamentos, a intensificação da fiscalização nas adutoras e a elaboração de um relatório técnico apontando as principais falhas do sistema que leva água da reserva do Bálsamo, passando pelo município de Estrela de Alagoas até chegar a Minador do Negrão.

“A partir desse diagnóstico, os participantes da audiência acordaram a criação de uma comissão para buscar uma reunião com o governador de Alagoas. O objetivo é discutir a elaboração e conclusão de um novo projeto estrutural para o sistema de abastecimento, com investimentos mais amplos que garantam melhorias definitivas para a população. A prioridade neste momento será acompanhar a evolução das tratativas administrativas e políticas. Caso as soluções não avancem, a instituição poderá adotar medidas judiciais, incluindo o ajuizamento de uma ação coletiva para assegurar o direito ao acesso à água para os moradores do município”, pontuou o defensor.

Defensoria Pública consegue no TJAL a suspensão do aumento da tarifa de água da BRK

Defensoria Pública consegue no TJAL a suspensão do aumento da tarifa de água da BRK

Decisão determina retorno ao valor anterior após apontamentos de irregularidades no processo de reajuste e falta de publicidade

 

A conta de água dos consumidores dos 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió deverá ter redução a partir do próximo mês. A mudança ocorre após decisão judicial em ação civil pública da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), por meio do Núcleo de Proteção Coletiva, que determinou a suspensão da Resolução nº 230/2025 da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal).

A decisão foi proferida na segunda-feira (16) pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), por meio do desembargador Klever Loureiro, e determina o retorno das tarifas ao valor anterior, resultando na diminuição dos custos para os consumidores. A medida foi adotada após a Defensoria Pública recorrer da decisão de primeiro grau que havia negado o pedido liminar. O reajuste seguirá suspenso até o julgamento final da ação. 

De acordo com o defensor público coordenador no Núcleo, Othoniel Pinheiro, o reajuste foi conduzido por atos de extrema gravidade. “Primeiro, porque correu sob sigilo e, segundo, porque o público e os órgãos fiscalizadores não tiveram acesso ao que ocorreu dentro do processo administrativo. O Verificador Independente, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), reprovou por duas vezes o reajuste da BRK, mas, ainda assim, ele foi aprovado pela Arsal. Os pareceres contrários ocorreram antes e depois da publicação dos reajustes”, explica o defensor.

Na decisão, o desembargador afirma que a violação ao princípio da publicidade constitui vício grave, uma vez que a transparência dos atos administrativos, especialmente aqueles que impactam diretamente a coletividade, como a fixação de tarifas de serviços públicos, é condição de validade e eficácia, por viabilizar o controle social e a fiscalização. O magistrado também aponta indícios de deficiência na motivação do ato administrativo, pois, embora a Arsal não esteja vinculada ao parecer do Verificador Independente, não pode desconsiderá-lo sem apresentar fundamentação técnica robusta e detalhada, sobretudo quando o parecer externo previsto em contrato aponta inconsistências no reajuste. A simples alegação de “divergência técnica”, sem a devida publicidade e detalhamento, não atende às exigências legais e pode configurar desvio de finalidade, tornando o ato passível de anulação.

Além do caso da BRK, a Defensoria Pública também busca reverter na Justiça reajustes tarifários de outras concessionárias de saneamento em Alagoas, como a Verde Ambiental e a Águas do Sertão, com base em irregularidades semelhantes.

Defensoria Pública aciona Justiça para garantir fiscalização da inspeção predial em Maceió

Defensoria Pública aciona Justiça para garantir fiscalização da inspeção predial em Maceió

Laudos de inspeção predial devem ser renovados periodicamente conforme a idade do imóvel.

A manutenção adequada de prédios e outras estruturas urbanas é essencial para garantir a segurança da população. Em Maceió, uma lei municipal estabelece regras para a inspeção periódica dessas edificações. Para assegurar o cumprimento da norma, a Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), por meio no Núcleo de Proteção Coletiva, ingressou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Maceió, requerendo que o município fiscalize e exija dos proprietários a realização de vistorias técnicas, registradas em relatórios ou laudos técnicos, de responsabilidade de seus proprietários ou gestores de edificações e equipamentos públicos e privados.

A Lei Municipal de Manutenção e Inspeção Predial (Lei Municipal nº 6.145/2012), estabelece que o Município deve fiscalizar os imóveis e exigir dos responsáveis a apresentação de laudos técnicos de inspeção predial. Esses documentos avaliam as condições de estabilidade, segurança, salubridade e funcionamento das edificações. A exigência vale para diversos tipos de construções, como escolas, igrejas, auditórios, teatros, cinemas, shopping centers, hotéis, além de viadutos, túneis, passarelas, pontes, passagens subterrâneas e edifícios residenciais, comerciais e industriais.

De acordo com a lei, a periodicidade do laudo técnico varia conforme a idade do imóvel. Edificações com até 15 anos devem apresentar o documento a cada cinco anos. Para prédios com mais de 15 e até 30 anos, o laudo deve ser renovado a cada três anos. Já as construções com mais de 30 anos precisam passar por inspeção a cada dois anos.

Segundo o defensor público Othoniel Pinheiro, coordenador do Núcleo, a Defensoria identificou indícios de descumprimento da lei, que está em vigor desde 2012. A instituição também solicitou informações à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) sobre as fiscalizações realizadas, mas não recebeu resposta.

“A falta de cuidados com a manutenção dos edifícios pode provocar o desgaste da estrutura, elevando o risco de desabamentos, falhas estruturais e até incêndios, sendo dever da prefeitura de Maceió exigir que os proprietários realizem as manutenções periódicas de acordo com a lei. Situações desse tipo colocam em perigo imediato as pessoas que vivem, trabalham ou circulam nesses locais, além de poderem atingir imóveis vizinhos. Outro problema é que a ausência de manutenção favorece a presença de pragas e insetos, como ratos e baratas, o que compromete a saúde pública e torna os ambientes inadequados para uso”, finalizou o defensor.

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